FAQ’s – Radiações e Saúde2021-03-02T10:31:39+00:00

FAQ’s – Radiações e Saúde

Antenas

É prejudicial ter uma antena instalada no topo do meu prédio?2021-01-12T15:22:03+00:00

As antenas não emitem radiação eletromagnética de igual forma em todas as direções do espaço, o que significa que o nível de radiação eletromagnética não é o mesmo em toda a área circundante à antena. Regra geral, as antenas utilizadas nos sistemas de comunicações móveis emitem pouca radiação eletromagnética na vertical, pelo que os níveis de exposição à radiação eletromagnética no edifício de instalação são reduzidos.

É prejudicial ter uma antena instalada em frente da minha casa?2021-01-04T16:28:50+00:00

A intensidade do campo eletromagnético radiado por uma antena diminui fortemente quando a distância à antena aumenta. Regra geral, não existindo a possibilidade de contacto físico com uma antena de estação base, os níveis de exposição à radiação eletromagnética estão abaixo dos limites.

Corro algum risco em ter uma antena parabólica no telhado da minha casa?2021-01-14T16:40:47+00:00

As antenas parabólicas usadas para a receção do sinal de televisão não emitem radiação eletromagnética, mas apenas a recebem dos satélites de difusão. Assim, não provocam qualquer acréscimo nos níveis de exposição à radiação eletromagnética.

As antenas instaladas perto das escolas podem prejudicar a saúde das crianças?2021-01-14T16:39:33+00:00

As antenas de estações base instaladas perto das escolas, tal como todas as outras antenas, estão sujeitas a valores limite de exposição que não podem ser ultrapassados.  Normalmente, a distância a que estes valores são atingidos é relativamente baixa, pelo que em condições normais não haverá problema.  De qualquer forma, os níveis de referência internacionais não distinguem a idade, pelo que não existem níveis de referência específicos para as crianças.

As antenas instaladas em depósitos de água contaminam a água?2021-01-12T15:10:46+00:00

Não existe qualquer perigo de contaminação. A radiação eletromagnética proveniente das antenas dos sistemas de comunicações móveis é do tipo não-ionizante. Isto significa que não tem energia suficiente para quebrar ligações químicas e, por conseguinte, para alterar as propriedades da água.

Efeitos

Quais os efeitos das radiações na saúde?2021-01-12T17:47:34+00:00

Os efeitos dependem do tipo de radiação: ionizante ou não-ionizante.  No caso da radiação ionizante, se forem muito elevadas, podem produzir alterações moleculares, que por sua vez podem causar danos no tecido biológico, incluindo efeitos a nível genético.  No caso da radiação não-ionizante, se forem muito elevadas, traduzem-se essencialmente no aquecimento do tecido biológico, sendo designados como efeitos térmicos.

As radiações eletromagnéticas fazem mal?2021-01-13T15:25:30+00:00

A questão não é saber se a exposição à radiação eletromagnética é prejudicial ou não, mas sim saber a partir de que níveis de exposição surgem efeitos adversos para a saúde. É precisamente a esta questão que os limites de exposição procuram responder, estabelecendo valores máximos permissíveis para os níveis de radiação, com base em efeitos conhecidos. Assim, a resposta correta à pergunta é: abaixo dos níveis recomendados pelos limites de exposição a exposição à radiação eletromagnética não é prejudicial, mas acima destes níveis pode ser prejudicial.

As radiações eletromagnéticas emitidas pelos telemóveis podem ser absorvidas pelo nosso organismo?2021-01-14T17:09:08+00:00

As radiações eletromagnéticas de diferentes frequências interagem com os sistemas biológicos de diferentes formas. A maneira como afetam os sistemas biológicos depende em parte da sua intensidade e, por outro lado, da sua frequência. As radiações emitidas pelos telemóveis podem penetrar superficialmente nos tecidos expostos, e provocar um aquecimento devido à absorção de energia nestes tecidos. A profundidade de penetração no tecido depende da sua frequência, e é maior para frequências mais baixas.

As radiações eletromagnéticas emitidas pelos telemóveis podem provocar zumbidos ou náuseas?2021-01-14T17:09:51+00:00

Os estudos efetuados até ao momento não demonstraram haver qualquer relação entre a utilização do telemóvel e a existência destes sintomas.

As radiações eletromagnéticas emitidas pelos telemóveis podem provocar perdas de memória ou dificuldades de aprendizagem ou de visão?2021-01-14T17:11:13+00:00

Os estudos efetuados até ao momento não demonstraram haver qualquer relação entre a utilização do telemóvel e a existência destes sintomas (ver aqui).

As radiações eletromagnéticas emitidas pelos telemóveis podem provocar alergias ou sensações de queimadura?2021-01-13T15:52:37+00:00

Os estudos efetuados até ao momento não demonstraram haver qualquer relação entre a utilização do telemóvel e a existência destes sintomas.

As radiações eletromagnéticas emitidas pelos telemóveis podem provocar lesões genéticas nos glóbulos do sangue (quebra do DNA)?2021-01-14T17:12:59+00:00

Não, as radiações eletromagnéticas emitidas pelos telemóveis são radiações não-ionizantes, que não têm energia suficiente para provocar ionização, ou seja, quebra de ligações de átomos ou moléculas (quebra do DNA). Apenas as radiações ionizantes, como os raios-X ou radiações nucleares, têm energia suficiente para provocar diretamente estes efeitos.

Qual a diferença entre efeito biológico e efeito adverso para a saúde?2021-01-14T17:14:47+00:00

Um efeito biológico ocorre quando se deteta uma alteração no funcionamento do corpo humano em resposta a um dado estímulo. Esta alteração pode ser, ou não, prejudicial para a saúde, sendo classificada de adversa quando de facto é prejudicial. No caso das radiações eletromagnéticas, estas interagem com o corpo (por exemplo, provocam aumento de temperatura) pelo que provocam efeitos biológicos. Estes efeitos biológicos apenas poderão ser adversos se estiverem fora da gama de compensação do próprio corpo. A existência de limites de exposição serve para garantir que tal não acontece.

Tendo lido uma notícia sobre um estudo onde se dizia que os telemóveis provocam malefícios, é melhor deixar de utilizar o telemóvel?2021-01-14T17:15:44+00:00

Existem vários estudos contraditórios sobre os possíveis efeitos dos telemóveis. No entanto a Organização Mundial de Saúde procede à análise dos resultados de toda a investigação na área, continuando a afirmar que, segundo o conhecimento atual, a exposição a níveis de radiação eletromagnética abaixo dos níveis de referências (que é a originada pelos telemóveis) não produz efeitos adversos na saúde.

As dores de cabeça que sinto quando uso o telemóvel são provocadas pelas radiações eletromagnéticas?2021-01-14T17:16:34+00:00

Os estudos comprovados efetuados até ao momento não demonstraram haver qualquer relação entre a utilização do telemóvel e a existência de dores de cabeça.

Será devido às radiações eletromagnéticas que durmo mal quando uso o telemóvel?2021-01-14T17:21:05+00:00

Os estudos comprovados efetuados até ao momento não demonstraram haver qualquer relação entre a utilização do telemóvel e a existência de perturbações do sono.

Estudos

O que é a epidemiologia?2021-01-14T17:24:53+00:00

A epidemiologia é o estudo da distribuição de doenças em populações ou em fatores que podem afetar esta distribuição. Por outras palavras, a epidemiologia estuda a frequência com que as doenças ocorrem em diferentes grupos de pessoas e a sua razão.

O que nos dizem os estudos epidemiológicos?2021-01-14T17:25:56+00:00

Através da epidemiologia podemos aprender acerca da incidência de doenças e das suas causas. Estes estudos são importantes para avaliação dos riscos para a saúde, pois estudam diretamente as pessoas, mas devem, no entanto, ser interpretados com cuidado.

Como são conduzidos os estudos epidemiológicos?2021-01-14T17:26:59+00:00

Os estudos começam com a questão ou hipótese que deve ser respondida. Por exemplo, “As pessoas que bebem bebidas alcoólicas correm um risco maior de doença cardíaca?”. As populações mais apropriadas para o estudo são selecionadas, e é avaliada a exposição aos alegados fatores de risco da doença. Existe um grande número de tipos de estudo epidemiológicos, cada um com diferentes pontos fortes e fracos.

Há quanto tempo são estudados os efeitos da radiação na saúde?2021-01-14T17:33:09+00:00

As fontes de radiação eletromagnética artificiais não são recentes, ou não surgiram só com os telemóveis. Já existem emissores de rádio, televisão ou radares, entre outros, há várias décadas, pelo que os efeitos da radiação eletromagnética são amplamente estudados há bastante tempo.

Porque são necessários mais estudos? Porque há ainda incerteza?2021-01-12T15:39:20+00:00

Em qualquer situação da vida, é impossível obter incerteza zero. Assim, apesar de já existirem inúmeros estudos e ainda não terem sido comprovados outros efeitos das radiações eletromagnéticas além dos efeitos térmicos, a investigação continua.

O que é o estudo “Interphone”?2021-01-13T15:21:36+00:00

O estudo “Interphone” é o nome dado a uma série de estudos desenvolvidos de forma coordenada em vários países que analisaram se a exposição à radiação eletromagnética emitida pelos telemóveis está associada a um aumento do risco de cancro. A Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro (IARC) foi a entidade responsável pela coordenação global do estudo, em que os países participantes foram a Austrália, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Suécia e o Reino Unido.

Exposição

O que se entende por SAR?2021-01-14T17:45:34+00:00

A SAR (do Inglês, Specific Absorption Rate) ou Taxa de Absorção Específica, é a grandeza a partir da qual se estabelecem os limites de exposição à radiação eletromagnética na gama das radiofrequências.  A SAR representa a taxa a que a potência da onda eletromagnética é absorvida por quilograma de massa corporal.  A energia absorvida pelos tecidos biológicos resulta numa elevação da temperatura desses tecidos; a potência a partir da qual é ultrapassada a capacidade termo-reguladora do corpo define o valor limite de SAR.

O que é o Principio da Precaução?2021-01-14T17:46:51+00:00

O Princípio da Precaução é a atuação contra os riscos potenciais que, de acordo com o estado atual do conhecimento, não podem ser ainda identificados. Este Princípio afirma que a ausência da certeza científica formal sobre a existência de um risco de um dano sério ou irreversível requer a implementação de medidas que possam prever este dano. A aplicação do Principio da Precaução numa dada situação deve ser proporcional ao nível de risco e incerteza que daí advir, bem como ao benefício que a sociedade pode daí tirar.

Como é que a radiação eletromagnética interage com o corpo humano?2021-01-14T18:09:59+00:00

Os efeitos da interação dos campos eletromagnéticos com o corpo humano dependem não só da sua intensidade, mas também da sua frequência e energia. Os efeitos biológicos mais conhecidos da radiação eletromagnética de radiofrequência traduzem-se essencialmente no aquecimento do tecido biológico (devido ao aumento da agitação molecular), sendo designados por efeitos térmicos.

O que é a eletrosensibilidade?2021-01-14T17:50:41+00:00

A eletrosensibilidade é o estado ou condição no qual algumas pessoas manifestam efeitos na sua saúde que acreditam ser devidos à exposição a campos eletromagnéticos. Apesar de existirem efeitos bem estabelecidos na saúde devido à exposição a campos eletromagnéticos, estes efeitos de eletrosensibilidade referem-se a níveis de exposição bastante inferiores aos valores limite definidos. Apesar de já terem sido realizados inúmeros ensaios clínicos e testes, em nenhuma situação foi possível encontrar um caso de alguém capaz de distinguir (sentindo os efeitos) entre situações de exposição real a campos eletromagnéticos e situações de teste sem qualquer exposição.

O que significa se os limites de exposição forem ultrapassados?2021-01-14T17:52:05+00:00

Os níveis de referência têm um fator de segurança, pelo que o facto de serem ultrapassados não significa automaticamente que surgirão problemas de saúde.

Existem locais onde os limites de exposição são ultrapassados?2021-01-14T17:54:48+00:00

Normalmente, os limites apenas são ultrapassados em zonas muito próximas das antenas, sendo que esta distância, no caso das antenas de estação base dos telemóveis, é relativamente baixa.

Quais são as potências emitidas pelos vários dispositivos que nos rodeiam?2021-01-14T17:55:59+00:00

Alguns valores típicos máximos, a título de exemplo, são:

164 000 W: Estação difusora de rádio FM
14 300 W: Estação difusora de televisão
1 000 W: Estação base de comunicações móveis
1 000 W: Forno micro-ondas doméstico (dentro do forno)
1 W: Telemóvel

Existem grupos populacionais mais sensíveis, como crianças ou idosos?2021-01-14T17:57:09+00:00

Até ao momento, não são cientificamente reconhecidos possíveis efeitos dos campos eletromagnéticos ligados ao uso do telemóvel dependentes da idade. Contudo, as crianças poderão ser mais vulneráveis à exposição a estes campos, uma vez que o seu sistema nervoso se encontra em desenvolvimento. A posição da Organização Mundial de Saúde vai no sentido de cada pessoa decidir se deve ou não limitar a sua exposição ou a dos seus filhos, limitando a duração das chamadas ou utilizando dispositivos de alta voz, ou auriculares, para manter o telemóvel afastado do corpo ou da cabeça.

Deve-se limitar a utilização dos telemóveis crianças ou idosos?2021-01-14T17:59:11+00:00

A posição da Organização Mundial de Saúde vai no sentido de cada pessoa decidir se deve ou não limitar a sua exposição ou a dos seus filhos, limitando a duração das chamadas ou utilizando dispositivos de alta voz, ou auriculares, para manter o telemóvel afastado do corpo ou da cabeça.

As radiações eletromagnéticas afetam os animais?2021-01-14T17:59:59+00:00

Os mecanismos de interação entre as radiações eletromagnéticas e os tecidos biológicos são os mesmos para pessoas ou animais, pelo que não existem níveis de referência específicos para os animais.

O forno de microondas é prejudicial?2021-01-14T18:01:05+00:00

Os fornos de microondas têm como princípio de funcionamento a emissão de radiação eletromagnética. Mas esta radiação eletromagnética fica maioritariamente contida no interior do forno devido à blindagem do equipamento, pelo que não há problemas de exposição à radiação eletromagnética associados à utilização do forno de microondas.

Qual a diferença entre a radiação eletromagnética num solário e a de um telemóvel?2021-01-14T18:01:53+00:00

A radiação emitida num solário encontra-se na gama dos ultravioletas, ao contrário da radiação do telemóvel que está na gama das radiofrequências.

Sendo portador de um pacemaker, posso usar o telemóvel junto ao coração?2021-01-14T18:03:03+00:00

Apenas por uma questão de possível interferência eletromagnética entre o telemóvel e o pacemaker, não é recomendado o uso do telemóvel junto ao coração. A Direção Geral da Saúde recomenda que o transporte do telemóvel se faça a uma distância de pelo menos 20 cm do coração, e que durante a realização de uma chamada deve colocá-lo sobre a orelha oposta ao lado do pacemaker. Quanto às radiações eletromagnéticas provenientes de uma antena de estação base, não existe perigo de interferência eletromagnética com o normal funcionamento de um pacemaker por a intensidade dos campos eletromagnéticos ser muito baixa.

É prejudicial dormir perto do telemóvel?2021-01-14T18:03:49+00:00

Quando o telemóvel está ligado mas sem efetuar comunicação (chamadas de voz, SMS/MMS, Internet, etc.), não está a emitir radiação eletromagnética. A exceção ocorre por breves instantes, algumas vezes por dia, para efeitos de sinalização com a rede. Assim, dormir perto do telemóvel, ou mesmo utilizá-lo como despertador, não é prejudicial pois o telemóvel não está a emitir radiação eletromagnética.

Quanto mais tempo falar ao telemóvel mais prejudicial este é?2021-01-14T18:05:12+00:00

Os níveis de referência que não devem ser ultrapassados já consideram o facto de ser uma exposição prolongada no tempo. No caso de exposições pontuais, os valores limite são mais elevados.

As radiações eletromagnéticas dos telemóveis provocam cancro ou outras doenças?2021-01-14T18:06:30+00:00

As radiações eletromagnéticas dos telemóveis são não-ionizantes, pelo que os seus efeitos se traduzem no aquecimento do tecido biológico (efeitos térmicos). Para além dos efeitos térmicos resultantes da exposição à radiação eletromagnética de radiofrequência, há ainda a possibilidade de ocorrência de efeitos biológicos não-térmicos, mas o conhecimento científico sobre este tipo de efeitos é ainda reduzido. Em 31 de Maio de 2011, a Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro (IARC) classificou os campos eletromagnéticos de radiofrequência associado à utilização de telemóveis como possivelmente carcinogénicos para humanos (Grupo 2B), com base num aumento do risco de glioma (um tipo de cancro no cérebro); esta classificação usada para identificar um agente baseia-se em evidência de carcinogeneidade limitada em humanos e insuficiente em experiências com animais.

Recomendações

O que são os limites de exposição à radiação eletromagnética?2021-01-14T18:22:03+00:00

Os limites de exposição à radiação eletromagnética estabelecem os valores máximos permissíveis para os níveis de radiação eletromagnética absorvidos pelo corpo humano. Acompanhando o conhecimento científico atual, o estabelecimento dos limites de exposição baseia-se na procura dos valores mínimos a partir dos quais podem começar a surgir efeitos biológicos adversos à saúde, independentemente do mecanismo que os gera.

Existem normas em Portugal que regulem os níveis de radiação eletromagnética?2021-01-14T18:22:47+00:00

Sim. Em Portugal adotou-se a Recomendação N.º 1999/519/CE, de 12 de Julho do Conselho de Ministros da União Europeia (ver Portaria N.º 1421/2004, de 23 de Novembro, Decreto Lei N.º 11/2003, de 18 de Janeiro, e Deliberação ANACOM de 6 de Abril de 2001). Os operadores portugueses são obrigados a regular a potência das suas antenas, para que sejam cumpridas as restrições básicas e os níveis de referência relativos à exposição da população aos campos eletromagnéticos.

Porque razão existem países/regiões com diferentes limites/níveis de referência?2021-01-14T18:23:46+00:00

Existem países/regiões com limites diferentes devido a duas questões distintas. A primeira prende-se com os países que basearam os seus limites em recomendações diferentes; por exemplo, as recomendações nos Estados Unidos da América são diferentes das existentes na União Europeia. Neste caso, existem algumas diferenças entre os limites devido a interpretações distintas dos dados experimentais ou da metodologia dos estudos. No entanto, os valores limite são bastante semelhantes entre si, pois os efeitos considerados são os mesmos. Em Portugal, segue-se a Recomendação do Conselho da União Europeia. A segunda questão está relacionada com o facto de alguns países decidirem baixar os limites em relação às recomendações científicas, com o objetivo de tentar aumentar a sensação de segurança da população, apesar de esta alteração não ter qualquer fundamento científico. No entanto, o resultado foi exatamente o oposto, pois estes valores limite mais baixos são sistematicamente postos em causa, por não terem fundamento científico.

Os limites de exposição que estão em vigor têm em consideração a exposição a longo prazo?2021-01-14T18:24:48+00:00

Sim, os limites de exposição abrangem os possíveis efeitos a longo prazo em toda a gama de frequências.

Existem normas de exposição específicas para os trabalhadores?2021-01-14T19:12:38+00:00

Sim.  No caso dos trabalhadores cujo desempenho das suas funções envolva exposição a fontes de campos eletromagnéticos, os níveis de referência considerados são mais elevados, pois é considerado que os trabalhadores podem tomar medidas extra de proteção.

Não seria mais seguro se os limites/níveis de referência fossem mais baixos?2021-01-14T19:13:25+00:00

Os níveis de referência atuais têm em consideração os efeitos provocados pela radiação eletromagnética no corpo humano, acrescentando ainda um fator de segurança de 50 vezes. A diminuição dos limites não iria portanto aumentar o nível de segurança, por não ter base científica.

O que significa a exposição à radiação do telemóvel ser classificada como possivelmente cancerígena?2021-01-14T19:14:41+00:00

Em 31 de Maio de 2011, a Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro (IARC) classificou os campos eletromagnéticos de radiofrequência associado à utilização de telemóveis como possivelmente carcinogénicos para humanos (Grupo 2B), com base num aumento do risco de glioma (um tipo de cancro no cérebro). A IARC refere que “a evidência foi criticamente revista, e avaliada globalmente como limitada para utilizadores de telemóveis para glioma e neuroma acústico, e inadequada para outros tipos de cancro. A evidência para exposição ocupacional e ambiental foi considerada igualmente considerada inadequada.”

Que outras categorias são utilizadas pelo IARC para classificar o potencial de um determinado agente provocar cancro?2021-01-14T19:15:27+00:00

A Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro (IARC) identifica fatores ambientais que podem aumentar o risco de cancro em humanos.  Estes incluem químicos, misturas complexas, exposições ocupacionais, agentes físicos e biológicos, e fatores do estilo de vida.  A classificação dos agentes é dividida em 5 grupos distintos, de acordo com o seu potencial cancerígeno: Grupo 1, Grupo 2A, Grupo 2B, Grupo 3 e Grupo 4.  O Grupo 1 classifica os agentes como carcinogénicos para humanos, inclui 107 agentes e é usado quando existe evidência suficiente de carcinogeneidade para humanos.  No Grupo 2A, os agentes são classificados como provavelmente carcinogénicos para humanos, estando incluídos 59 agentes nesta categoria; a classificação neste grupo é usada quando existe evidência limitada de carcinogeneidade para humanos. e evidência suficiente de carcinogeneidade em estudos animais.  No Grupo 2B, os agentes são classificados como possivelmente carcinogénicos para humanos, estando incluídos 266 agentes; este grupo é usado quando existe evidência limitada de carcinogeneidade para humanos, e evidência insuficiente de carcinogeneidade em estudos animais, e também pode ser usado quando existe evidência inadequada em humanos, mas existe evidência suficiente em estudos animais.  No Grupo 3, os agentes não são classificáveis como carcinogénicos para humanos, incluindo 508 agentes; este grupo é usado quando a evidência de carcinogeneidade para humanos é inadequada, e quando é inadequada ou limitada em estudos animais.  No Grupo 4, os agentes são classificados como provavelmente não carcinogénicos para humanos, estando incluído 1 agente nesta categoria; este grupo é usado quando a evidência sugere falta de carcinogeneidade para humanos e em estudos animais.

Para além dos telemóveis, que outros agentes existem classificados como “possivelmente cancerígenos”?2021-01-14T19:16:34+00:00

Para além das radiações eletromagnéticas emitidas pelos telemóveis, outros exemplos de agentes incluídos nesta categoria são o clorofórmio, café, vegetais em pickles (tradicionais da Ásia), exaustão de motores a gasolina, campos magnéticos de frequência extremamente baixa, ou exposição ocupacional de bombeiros.

Que agentes ou substâncias já foram classificados pela IARC?2021-01-14T19:17:22+00:00

Desde 1971, a Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro (IARC) avaliou mais de 900 agentes. Alguns exemplos são: bebidas alcoólicas, amianto, benzeno, formaldeído, café, produtos de coloração capilares, paracetamol, e campos eletromagnéticos, entre outros.

[ICNIRP] Que literatura científica foi usada para definir as recomendações?2021-04-09T11:28:44+00:00

Toda a literatura científica de boa qualidade científica foi utilizada para definir as recomendações.  Baseou-se nas avaliações mais importantes da Organização Mundial da Saúde (2014), da Autoridade Sueca para a Segurança de Radiação (2015, 2016, 2018), do Comité Científico sobre os Riscos para a Saúde Emergentes e Recentemente Identificados (2015), bem como estudos individuais identificados após aquelas avaliações.

A literatura incluiu investigação procurando efeitos de exposições de curto- e de longo-prazos a campos eletromagnéticos de radiofrequência (CEMs RF), em resultados para a saúde imediatos (por exemplo, dor) e atrasados (por exemplo, cancro).  Incluiu a avaliação de auto-relatada hipersensibilidade à exposição a CEMs RF.  Realce-se que a investigação que se concentrou nos efeitos potencialmente adversos para a saúde da exposição a CEMs RF não fez quaisquer suposições sobre os mecanismos de ação dos CEMs RF (por exemplo, térmico versus não-térmico), mas apenas procurou qualquer efeito adverso para a saúde verificado (comprovado) e, quando identificado, instigou medidas de proteção independentemente do mecanismo.

[ICNIRP] A hipersensibilidade eletromagnética (EHS) é considerada nas recomendações?2021-04-09T11:31:26+00:00

Embora exista um certo número de pessoas que sentem sofrimento substancial que acreditam ser causado pela exposição a CEMs RF (campos eletromagnéticos de radiofrequência), não há evidência de que isso esteja realmente relacionado com a exposição a CEMs RF.  Por outro lado, a investigação aponta para que os sintomas sejam causados pela crença de que há exposição a CEMs RF, o que é conhecido como efeito nocebo.  Por exemplo, embora as pessoas relatem sintomas quando sabem que estão expostas a CEMs RF, quando blindagem apropriada é usada para assegurar que tanto o experimentador quanto o sofredor não saibam se há exposição a CEMs RF, o efeito desaparece.  Como não há evidência de que os sintomas em indivíduos com EHS estejam relacionados com a exposição a CEMs RF, não haveria nenhum benefício em aplicar restrições de CEMs RF especificamente para contabilizar a EHS.  Consequentemente, as restrições não foram definidas para contabilizar separadamente a EHS, e os indivíduos que acreditam que são adversamente afetados por CEMs RF são tratados como parte do público em geral em termos de restrições de CEMs RF.

[ICNIRP] O que recomendam para os países que possuem as recomendações de CEMs RF da ICNIRP (1998) em vigor?2021-04-09T11:36:48+00:00

As recomendações da ICNIRP (1998) fornecem proteção para as aplicações comerciais atuais de CEMs RF (campos eletromagnéticos de radiofrequência).  No entanto, as novas recomendações incorporaram um número de acrescentos e alterações importantes, particularmente para frequências de CEMs acima de 6 GHz, onde as futuras tecnologias 5G irão operar, que têm como resultado a redução da amplitude máxima de exposição localizada que uma pessoa pode receber.  Isto é particularmente importante, porque não sabemos como as tecnologias 5G se desenvolverão no futuro e, portanto, um sistema mais robusto é necessário para garantir que não ocorrem danos.

Como as recomendações da ICNIRP (2020) agora fornecem proteção para exposições de corpo inteiro acima de 6 GHz, certificam-se de que exposições breves não são suficientes para causar danos e, ao reduzir a área média para exposições locais acima de 6 GHz, reduzem a exposição local máxima, as novas recomendações fornecem assim um sistema de proteção muito mais completo e preciso.  Assim, e particularmente em relação ao desenvolvimento tecnológico atual e futuro como o 5G, é altamente recomendável que os países atualizem para as novas recomendações da ICNIRP (2020).

[ICNIRP] Como foi avaliada a literatura científica nas recomendações?2021-04-09T11:38:27+00:00

Primeiro, a ICNIRP avaliou a literatura científica para determinar se havia relatos de que a exposição a CEMs RF (campos eletromagnéticos de radiofrequência) causou efeitos biológicos e, a partir destes, identificou os efeitos biológicos que podem causar efeitos adversos para a saúde.  Foi importante para esta avaliação verificar se os relatos foram comprovados, o que quer dizer que a ciência foi de qualidade suficiente e que os resultados foram consistentes com a literatura científica geral para que a ICNIRP tivesse confiança de que os efeitos relatados eram reais (e não apenas devido a limitações experimentais ou acaso).  Essa etapa de verificação é particularmente importante porque nem sempre é fácil identificar as limitações metodológicas e porque o próprio método científico é probabilístico.  Este último ponto é importante porque a ciência é feita de forma que uma percentagem (geralmente 5%) dos testes conduzidos concluam falsamente que um efeito foi encontrado.  Consequentemente, as conclusões não podem ser tiradas de um estudo isolado.

Assim, a avaliação da ICNIRP incorporou muitos tipos de estudo e áreas de investigação, que vão desde investigação dosimétrica, mecanística, in vitro e in vivo, até estudos epidemiológicos.  Além disso, quando o mecanismo do efeito da exposição a CEMs RF no corpo era conhecido, a investigação de CEMs não-RF relevante para as recomendações também foi considerada.  Por exemplo, como CEMs RF podem induzir aquecimento no corpo, e como há investigação limitada em níveis de exposição muito mais altos do que os permitidos de acordo com as recomendações da ICNIRP (1998), a literatura sobre fisiologia térmica humana também foi considerada.  Esta literatura não-RF foi usada apenas para definir restrições onde era mais conservadora do que a literatura RF.

[ICNIRP] Quais são as principais diferenças entre as novas (2020) Recomendações ICNIRP RF e as anteriores (1998) Recomendações ICNIRP RF?2021-04-09T11:40:19+00:00

Há um certo número de diferenças entre as recomendações novas e as antigas.  As principais alterações referem-se à exposição a CEMs (campos eletromagnéticos de radiofrequência) acima de 6 GHz e contabilizam desenvolvimentos tecnológicos de CEMs RF, como o 5G.  Estas incluem restrições adicionais para garantir que exposições de corpo inteiro e breves (<6 minutos) a CEMs RF locais não resultam em exposições excessivas.  Dentro desta faixa de frequências >6 GHz, a área média para exposição local também foi reduzida, por um fator de 5.  Isso reduz a exposição máxima de uma pessoa em relação às restrições da ICNIRP (1998).  Outras pequenas alterações nas recomendações incluem meios adicionais de avaliação da conformidade com as recomendações, e uma maior especificação de como avaliar cenários de exposição complicados.

[ICNIRP] As novas recomendações cobrem exposição a telecomunicações móveis de 5ª geração (5G)?2021-04-09T11:42:07+00:00

Sim, as novas recomendações protegem contra todos os efeitos potencialmente adversos para a saúde relacionados com a exposição a CEMs RF (campos eletromagnéticos de radiofrequência) de tecnologias 5G. É importante observar que as recomendações da ICNIRP (1998) também fornecem proteção para as tecnologias 5G se elas produzirem os níveis de exposição previstos até o momento; prevê-se que estes sejam aproximadamente semelhantes às exposições a tecnologias de telecomunicações móveis anteriores (por exemplo, 4G).  No entanto, a ICNIRP (2020) fez um número de mudanças que não dependem dessas previsões, e que garantirão que o 5G não seja capaz de causar danos.  Estas incluem a adição de restrições médias de corpo inteiro para frequências >6 GHz, restrições para exposições breves (<6 minutos) para frequências >400 MHz, e a redução da área de média para frequências >6 GHz (o que reduz a exposição máxima que uma pessoa pode ter).

[ICNIRP] Existe um estudo único que prova que a exposição a CEMs RF dentro das recomendações da ICNIRP é segura?2021-04-09T11:43:54+00:00

É importante notar que as recomendações se baseiam em conhecimentos desenvolvidos ao longo de muitos anos de investigação científica, e que nenhum estudo único pode fornecer provas de que a exposição abaixo dos níveis das recomendações é ou não prejudicial; embora as pessoas frequentemente peçam tal estudo, não é assim que a ciência funciona.  Na verdade, foram realizados milhares de estudos, e é necessária a avaliação de todos os dados da literatura para entender como CEMs RF (campos eletromagnéticos de radiofrequência) afetam as pessoas, o grau com que estes efeitos estão relacionados com diferentes frequências de CEMs RF, amplitudes, durações de exposição e quantidades físicas, e se existem diferenças nesses efeitos em função da idade, forma do corpo e grau de enfermidade, entre outros.  As considerações anteriores também são relevantes para a consideração de tecnologias diferentes: assim que a ciência forneça o conhecimento anterior, podemos determinar se uma nova tecnologia causará danos e, em caso afirmativo, a exposição necessária para causar tais danos.  Por exemplo, como sabemos qual é a relação entre CEMs RF e o dano em função da frequência de CEMs RF e do nível de exposição, quando uma nova tecnologia como o 5G é desenvolvida, podemos determinar se ela causará dano considerando a frequência de CEMs RF que usará e a amplitude da exposição resultante.

[ICNIRP] A ICNIRP considera os efeitos não-térmicos de CEMs RF na saúde?2021-04-09T11:45:53+00:00

Sim, a ICNIRP considera todos os efeitos potencialmente adversos para a saúde e estabelece restrições para garantir que nenhum ocorra, independentemente do mecanismo de interação entre a exposição e o corpo.  Os níveis mais baixos de exposição que podem causar efeitos adversos para a saúde são devidos a mecanismos térmicos e, portanto, as restrições foram definidas com base nos efeitos térmicos, pois eles protegerão contra quaisquer outros efeitos que possam ocorrer em níveis de exposição mais elevados.

[ICNIRP] Como são considerados os efeitos para a saúde que demoram muito tempo a desenvolverem-se?2021-04-09T11:47:26+00:00

A ICNIRP protege contra todos os efeitos adversos para a saúde, independentemente de ocorrerem imediatamente após a exposição ou levarem muito tempo para se desenvolver.  Os efeitos de longo-prazo são normalmente mais difíceis de avaliar do que os efeitos imediatos, e uma combinação de diferentes tipos de estudos é geralmente necessária para chegar a conclusões a respeito destes.  Por exemplo, para determinar se a exposição a CEMs RF (campos eletromagnéticos de radiofrequência) pode iniciar ou promover cancro, foram usados estudos de toda a vida animal, pois são capazes de demonstrar causalidade, mas como os humanos diferem significativamente dos não-humanos, a generalização para os humanos pode ser difícil.  Por outro lado, embora a determinação de causa possa ser um desafio na investigação epidemiológica, dado que o objeto do estudo é a população (humanos) na qual estamos interessados, o dimensionamento de casos-controle e de coorte prospetivos tem sido muito útil para determinar as relações entre os resultados de cancro e o uso de dispositivos que expõem as pessoas a CEMs RF.  Os estudos de incidência de cancro também se mostraram úteis em termos de vigilância da taxa de cancro e para testar se as alegações de que os CEMs RF causam cancro são consistentes com o que é visto no mundo real.  Portanto, embora um tipo específico de estudo não seja suficiente para determinar se a exposição de longo-prazo a CEMs RF resulta em efeitos adversos para a saúde, ao utilizar vários tipos de estudos para superar o que seriam as limitações individuais, a ciência aprendeu muito sobre a exposição a CEMs RF de longo-prazo.

[ICNIRP] A avaliação de estudos recentes do Programa Nacional de Toxicologia dos EUA e outros estudos semelhantes é usada para definir as recomendações e como?2021-04-09T11:49:59+00:00

Além das avaliações científicas internacionais consideradas no desenvolvimento das recomendações, investigações mais recentes também foram consideradas.  Isto inclui estudos recentes do Programa Nacional de Toxicologia dos Estados Unidos (NTP) e do Instituto Ramazzini, na Itália, que abordaram uma gama de possíveis efeitos para a saúde, incluindo a carcinogenicidade.  Uma avaliação detalhada desses estudos é fornecida numa nota recente da ICNIRP.  Conforme descrito nessa nota da ICNIRP, embora alegações sobre carcinogenicidade tenham sido feitas nas publicações NTP e Ramazzini, esses estudos não mostraram que a exposição a CEMs RF (campos eletromagnéticos de radiofrequência) iniciou ou promoveu cancro em roedores e, como tal, são consistentes com a literatura científica mais geral.  Como não foi demonstrado que CEMs RF causam cancro (em roedores ou humanos), não foram necessárias restrições específicas nas recomendações para proteção contra o início ou promoção do cancro.  No entanto, ao proteger contra os efeitos adversos para a saúde que ocorrem com os níveis de exposição mais baixos, se quaisquer efeitos adversos para a saúde adicionais fossem encontrados em níveis de exposição mais elevados (como os usados nos estudos do NTP), então as novas recomendações da ICNIRP também protegem contra aqueles efeitos hipotéticos.

[ICNIRP] Como são populações específicas, como crianças, mulheres grávidas, doentes e idosos, protegidas nas recomendações de CEMs RF?2021-04-09T11:52:03+00:00

As recomendações usam uma gama de mecanismos para garantir que todas as pessoas estejam protegidas da exposição a CEMs RF (campos eletromagnéticos de radiofrequência).  Um deles é o uso de fatores de redução, que garantem que as restrições sejam muito menores do que o necessário para causar efeitos adversos para a saúde de todas as pessoas.  Por exemplo, o principal tipo de exposição que seria relevante para as diferenças fisiológicas entre as pessoas é a exposição de todo o corpo, que, em níveis elevados, pode aumentar a temperatura central do corpo a um ponto em que o sistema cardiovascular fica pressionado.  Para este efeito, um fator de redução de 50 foi usado para o público em geral, o que resulta numa exposição muito baixa para causar um aumento detetável na temperatura central do corpo e, portanto, será uma proteção para todos os grupos.  Além disso, ao determinar a amplitude da exposição necessária para causar um aumento potencialmente prejudicial na temperatura central do corpo, diferentes formas corporais são avaliadas, pois este é o principal determinante do aumento da temperatura central do corpo, e o valor mais conservador é usado para todos os grupos.  Neste caso, foi demonstrado que a temperatura central do corpo em resposta à exposição de todo o corpo aumenta mais em adultos do que em crianças e, portanto, os valores de exposição de adultos foram usados para definir as restrições (o que torna as recomendações ainda mais conservadoras para crianças em comparação com adultos).

Telemóveis

Onde posso consultar o valor do SAR do meu aparelho?2021-01-12T15:26:26+00:00

A maioria dos fabricantes de telefones móveis disponibiliza os valores máximos ou típicos de SAR resultantes da sua utilização no manual do equipamento, sendo muitas vezes possível consultar também esta informação nos portais da Internet dos diversos fabricantes.

Porque varia o valor de SAR entre telemóveis, não sendo igual para todos?2021-01-12T18:21:17+00:00

Os telemóveis têm de respeitar as normas do sistema quando estão a comunicar. No entanto, as características físicas do aparelho, como tamanho, materiais ou disposição dos seus componentes são completamente livres. Estas diferenças fazem variar o valor de SAR do aparelho.

O uso de auricular com fio pode diminuir o nível de exposição à radiação eletromagnética do telemóvel?2021-01-13T15:16:17+00:00

Sim. A intensidade dos campos eletromagnéticos diminui bastante com o aumento da distância à antena do telemóvel, logo, a exposição de uma pessoa que afasta o telemóvel da cabeça usando o auricular com fio é menor do que quando usa o telemóvel encostado ao ouvido.

O uso de auricular sem fios (Bluetooth) pode diminuir o nível de exposição à radiação eletromagnética do telemóvel ou também radia?2021-01-14T19:24:00+00:00

Os auriculares sem fios também emitem radiações eletromagnéticas para conseguirem comunicar; no entanto, como o seu alcance é menor (ligação auricular/telemóvel) relativamente à do telemóvel (ligação telemóvel/estação base), a intensidade dos campos eletromagnéticos que lhe estão associados também é menor.

Quando fico com a orelha e a cabeça quente na zona onde encosto o telemóvel devido a fazer muitas chamadas, é devido à emissão de radiações electromagnéticas?2021-01-14T19:25:06+00:00

A bateria do telemóvel aquece por estar a fornecer a energia necessária ao funcionamento do telemóvel, à semelhança de outros equipamentos eletrónicos, como por exemplo, computadores, máquinas de lavar, e televisões. É por este motivo que se sente este aquecimento, não sendo portanto devido às radiações eletromagnéticas emitidas pelo telemóvel.

É prejudicial andar com o telemóvel perto do coração?2021-01-14T19:25:47+00:00

Quando o telemóvel está ligado mas sem efetuar comunicação (chamadas de voz, SMS/MMS, Internet, etc.), não está a emitir radiação eletromagnética. A exceção ocorre por breves instantes, algumas vezes por dia, para efeitos de sinalização com a rede. Assim, no caso de andar com o telemóvel perto do coração, só são necessárias precauções adicionais no caso das pessoas que têm estimuladores cardíacos, devendo-se neste caso assegurar uma distância de pelo menos 20 cm entre o telemóvel e o estimulador.

As bolsas/capas anti-radiações dos telemóveis são eficazes?2021-01-14T19:26:56+00:00

Qualquer material que se coloque à volta do telemóvel acaba por atenuar o sinal que este emite. Mas como os telemóveis apenas emitem o mínimo essencial para estabelecer a ligação com qualidade, a utilização da bolsa/capa no telemóvel faz com que este aumente a sua potência de emissão para compensar a atenuação extra provocada pela bolsa/capa, e estabelecer a ligação nas condições definidas. Assim, as bolsas/capas apenas servem para diminuir a autonomia da bateria do telemóvel, tornando necessário que este seja carregado com mais frequência.

É possível fazer pipocas ou cozer um ovo com as radiações eletromagnéticas dos telemóveis?2021-01-14T19:28:03+00:00

Vários telemóveis a transmitir ao mesmo tempo nunca conseguirão gerar energia suficiente que seja capaz de fazer estalar o milho ou cozer um ovo. Um telemóvel consegue emitir, no máximo, 1 Watt. Com vários telemóveis, mesmo que o milho absorva toda a energia emitida, a subida da temperatura nunca atingiria os 190°C que são necessários para conseguir fazer pipocas. Além disso, para fazer pipocas num forno de micro-ondas, com uma potência de cerca de 1 000 Watt, é necessário cerca de 1 minuto. Sendo assim, não é possível que, com uma potência quase 1 000 vezes inferior, se consigam fazer pipocas ou cozer ovos.

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